Memória Lúcida – solo Exhibition 18.09.2014 MHSC

Memória Lúcida – Exhibition @Museu Histórico de Santa Catarina | Palacio Cruz e Sousa

individual exhibition
artist: Pauline Zenk
opening: 18th of September 2014 - 19h
until: 12th of October 2014
location: Florianópolis - Brazil
curator: Museu Histórico de Santa Catarina
website: www.fcc.sc.gov.br/mhsc/

"Pauline nos conduz por uma janela atemporal ao se amalgamar tanto no fotógrafo como nos personagens nela representados ao evocar de forma luminosa a lembrança visual da ancestralidade das famílias que contribuíram para moldar a diversidade cultural brasileira. Leveza imperativa na contemporaneidade."

Luis Fernando Albalustro | setor cultural do SENAC

Na quinta-feira, dia 18 de setembro, acontece a abertura da exposição da artista visual alemã Pauline Zenk, “Memória Lúcida – Uma Pesquisa da Memória Coletiva Visual Brasileira”, baseada na reinterpretação de imagens fotográficas antigas do Brasil.
Pauline pesquisou em mercados de pulgas, escolas, bibliotecas e arquivos, tais quais o Arquivo de São Paulo de Fotografia e o Acervo de Imagens do Brasil, fotos antigas de famílias, jornais e anúncios de revistas do final do século XX até a década de 1960. Pauline conta: “Eu sou fascinada por fotografias antigas há muito tempo. Eu me inspiro nelas e começo assim a imaginar a vida dessas pessoas e a criar a minha versão da imagem e do tempo.”

O conceito principal é a representação da memória visual coletiva brasileira, com a ideia que uma imagem pode ser considerada como uma janela para uma outra realidade, além da iluminação do espaço, da relação entre o estranho e o íntimo, o conhecido e o desconhecido, o privado e o público.
A ideia de "Memória Coletiva" é um conceito desenvolvido pelo sociólogo francês Maurice Halbwachs. A teoria da memória coletiva descreve que há uma memória de indivíduos ou de um grupo, que pode ser tão grande quanto uma nação. As imagens que fazem parte da memória coletiva podem ser reinterpretadas ou citadas, como é bastante comum na TV ou no cinema. Pauline comenta: “A fotografia é como um vislumbre momentâneo da vida de pessoas. Olhando de perto, é possível deduzir muitas coisas a partir de uma fotografia: o status social de uma família, a relação entre as pessoas retratadas, a ocasião em que a foto foi tirada, etc. Através dessas imagens, eu estou criando uma narrativa visual do Brasil. E realmente o tempo se torna líquido quando você contempla uma foto antiga de uma família e sente o imediatismo do momento, vê os sorrisos, de pessoas agora mortas”.

O foco da exposição “Memória lúcida” é contemporâneo, o material visual, aquarelas e intervenções, é um ótimo meio para se engajar, desestabilizando e reinventando ideias de memória coletiva, história e tempo aqui em Santa Catarina e no Brasil.

Radio Interview Santa Catarina – Brasil

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